sexta-feira, 23 de maio de 2014

Como um jardim que devo a A. Ramos Rosa...



"Consideremos o jardim, mundo de pequenas coisas,
calhaus, pétalas, folhas, dedos, línguas, sementes.
Sequências de convergências e divergências,
ordem e dispersões, transparência de estruturas,
pausas de areia e de água, fábulas minúsculas.

Geometria que respira errante e ritmada,
varandas verdes, direcções de primavera,
ramos em que se regressa ao espaço azul,
curvas vagarosas, pulsações de uma ordem
composta pelo vento em sinuosas palmas.

Um murmúrio de omissões, um cântico do ócio.
Eu vou contigo, voz silenciosa, voz serena.
Sou uma pequena folha na felicidade do ar.
Durmo desperto, sigo estes meandros volúveis.
É aqui, é aqui que se renova a luz."


O Jardim (em Volante Verde), António Ramos Rosa

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segunda-feira, 7 de abril de 2014

#75








"Um verso como crisálida
         ao sol

Um breve ondular do vento
e o ruído só do corpo que se volta"

José Terra

[imagem: Nikon D3100, 06.04.2014]
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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

# 73

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«I can see you
But I can never reach you

And it rained all night and then all day
The drops were the size of your hands and face
The worms come out to see what's up
(...)

So how come it looks so beautiful?
How come the moon falls from the sky?»

de And it Rained All Night, Thom Yorke



[imagem: 02.2013 – Minolta Dimage Z3]
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