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«Habito um país sem memória – alguém sabe de lugar mais
triste? É o tempo do tordo branco emigrar. Voltemos pois ao princípio. E o
princípio são meia dúzia de palavra e uma paixão pelas coisas limpas da terra,
inexoravelmente soberanas. Essas, onde a luz se refugia, melindrosa. Só elas
abrem as portas aos sortilégios, e os sortilégios são diurnos, mesmo quando
invocam a noite, e as águas do silêncio, e o indelével tempo sem tempo.»
de Soberania, (3.2.86 – Vertentes do Olhar), Eugénio de Andrade
[imagem: 08.2012 - Minolta Dimage Z3]
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