domingo, 27 de maio de 2012

Para Uma Viajante...





E como nem só de letras vive o aprendiz de poeta, hoje e muito especialmente para a Ana, uma viajante muito especial, tentei compor um rascunho “de poema” com os frutos da terra; saiu esta!

Um imenso abraço!

[imagem: 05.2012 - Minolta Dimage Z3]

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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Fronteira Quase - 10







«Porque
por essa porta
sobre a rugosa luz da tarde
terás ainda tempo
de pegar nos pés e meter-te a caminho,
sem raízes
a enredar-te os passos,
pois para a morte
não tens ainda palavras,
ainda não, ainda não, ainda não.»

A Porta, Eugénio de Andrade

[imagem: 2009]

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Inventário dos Lidos - II

 



«Mas tempo, atrás de tempo; se há «talvez» para o passado da História, há «talvez» igualmente para o futuro da História.»

de Reflexão, Agostinho da Silva

[imagem: 05.2012 - Minolta Dimage Z3]

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sábado, 19 de maio de 2012

Inventário dos Lidos - I





«Adoptar uma só máscara? Eu acho que isso não deve ser o ideal. Porque o ideal é ir na corrente do rio, bem alegre, bem divertido com o rio, pronto para ir para todos os lugares aonde ele levar, porque acho que todas as pessoas que têm um ideal, de certo modo estão presas por esse ideal. (…)
Claro que é impossível ter por ideal o não ter ideal, é qualquer coisa de impossível para nós e é muito bom que o homem saiba, que cada um saiba, que há uma série de coisas que são efectivamente impossíveis para ele, mas que sabendo que são impossíveis, possa tentar o que é impossível, apenas porque ele é ilimitado, porque é um reflexo muito ténue, uma centelhazinha muito distante daquilo ou daquele de que ele é imagem. Digo de propósito daquele ou daquilo, para dizer que dou perfeitamente como possível que nenhum homem, nenhum pensamento personalize o aquilo, porque talvez o personalizar o aquilo é já pô-lo não como nós sermos a imagem e criação dele, mas como sendo ele a imagem e criação nossa.(…)
Então acho que só nos podemos soltar disso, começando a amar, querer o imprevisível. Porque se o quisermos, estamos na posição de termos ao mesmo tempo um ideal – o imprevisível – e de não ter ideal nenhum, porque ele é o imprevisível.»

[de Vida Conversável, págs. 29/30 – Agostinho da Silva] 

[imagem: 05.2012 - Minolta Dimage Z3]

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