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Agora que estou acordado, enquanto a luz entra no quarto em desalinho e todas as palavras que já foram ditas, lembram outras novas que apenas me trazem confusão, sorris. Dirias que do amor falam os livros, do abraço que nos une falamos nós, dos nós dos dedos apertados falamos nós, das palavras que conquistámos em silêncio falamos nós, agora que estamos acordados num relento abrigado junto ao coração quase infinito, juntamos os nós, o eu, o tu, a nossa imperfeita prisão perpétua.
[texto 2004, imagem 2010]
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